Nomes e apelidos
Dois factos curiosos e desconhecidos da maior parte das pessoas:
1. Só a partir da criação do Registo Civil, em Março de 1911, se tornou obrigatória a utilização de uma sequência fixa de nomes e apelidos desde o nascimento até à morte. Antes dessa data, o único nome oficial era o primeiro, o do baptismo, sendo todos os outros nomes e apelidos usados de forma variável ao longo da vida conforme o livre arbítrio de cada um. Um exemplo: os "Rodrigues Lopes" de Covas do Douro que decidiram passar a ser "Roseira"!...
2. Nos apelidos portugueses podem definir-se 3 grupos mais numerosos:
a) Patronímicos (significa "nome do pai") - é o caso de quase todos os que acabam em "s": Fernandes (filho de Fernando), Martins (de Martim), Mendes (de Mendo), Gonçalves (de Gonçalo), Eanes (de João), etc... Exemplo clássico: D. Afonso Henriques (de facto, filho do conde D. Henrique!)
b) Toponímicos (do local de origem do indivíduo) - como o nome e o patronímico eram insuficientes, acrescentou-se naturalmente o local, o que inclui clássicos como Castelo-Branco, Braga, Viana, etc., mas também alguns menos óbvios, tais como Melo (aldeia perto da Guarda), Vasconcelos (lugar perto de Braga), Mascarenhas (junto a Mirandela), etc... Exemplo típico: Pêro Vaz (filho de Vasco) de Caminha.
c) Nomes de coisas/animais/plantas - incluindo as célebres árvores de fruto (Pereira, Castanheira, Nogueira, etc.) - Roseira pertence a este grupo!
1. Só a partir da criação do Registo Civil, em Março de 1911, se tornou obrigatória a utilização de uma sequência fixa de nomes e apelidos desde o nascimento até à morte. Antes dessa data, o único nome oficial era o primeiro, o do baptismo, sendo todos os outros nomes e apelidos usados de forma variável ao longo da vida conforme o livre arbítrio de cada um. Um exemplo: os "Rodrigues Lopes" de Covas do Douro que decidiram passar a ser "Roseira"!...
2. Nos apelidos portugueses podem definir-se 3 grupos mais numerosos:
a) Patronímicos (significa "nome do pai") - é o caso de quase todos os que acabam em "s": Fernandes (filho de Fernando), Martins (de Martim), Mendes (de Mendo), Gonçalves (de Gonçalo), Eanes (de João), etc... Exemplo clássico: D. Afonso Henriques (de facto, filho do conde D. Henrique!)
b) Toponímicos (do local de origem do indivíduo) - como o nome e o patronímico eram insuficientes, acrescentou-se naturalmente o local, o que inclui clássicos como Castelo-Branco, Braga, Viana, etc., mas também alguns menos óbvios, tais como Melo (aldeia perto da Guarda), Vasconcelos (lugar perto de Braga), Mascarenhas (junto a Mirandela), etc... Exemplo típico: Pêro Vaz (filho de Vasco) de Caminha.
c) Nomes de coisas/animais/plantas - incluindo as célebres árvores de fruto (Pereira, Castanheira, Nogueira, etc.) - Roseira pertence a este grupo!

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